A HISTÓRIA
Em meados do século XVIII, o Capitão de Esquadra português, Agostinho Nunes de Magalhães, desembarcava no Porto de Salvador na Bahia, com ele, além de parentes e amigos, trazia o sonho de instalar aqui em terras brasileiras um engenho de açúcar, e assim fazer fortuna.
Somente depois de está em terra firme é que descobriu que o dinheiro que trazia não dava para atender aos seus sonhos, e então, aconselhado por outros, arrendou da Casa da Torre, pertencente aos Garcia D’Ávila, terras localizadas nos sertões de Pernambuco, para instalar um curral de gado, afinal, os engenhos e a população litorânea necessitavam serem abastecidos de carne e pele.
Provavelmente ente os anos de 1750 a 1752, o Capitão Agostinho Nunes de Magalhães, deparava-se com paredão de pedra, conhecido como Serra Talhada, nome dado devido aos talhos das pedras, que dão a impressão de terem sido talhados por mãos humanas.
Instalou aí, ao sopé da serra, e as margens do Rio Pajeú, seu curral de gado, que dá o nome de Fazenda da Serra Talhada, tomando emprestado o nome da serra que lhe abriga.
A Fazenda do Capitão prosperou mais do que ele próprio imaginara e assim, em 1789, Philadelphia Nunes Magalhães, filha do Capitão português com uma Índia Cariri, com quem casara-se, manda construir uma capela, utilizando-se de mão-de-obra escrava. A capela fica pronta em 1790, e no dia 09 de setembro deste ano é entregue à proteção de Nossa Senhora da Penha.
Devido a sua localização privilegiada, a fazenda em pouco tempo transformar-se em povoado, que desponta como um dos mais desenvolvidos nas ribeiras do Pajeú, elevando-se a categoria de vila, com a denominação de Villa Bella, tendo como sede a cidade de Flores, então “Cabeça de Comarca”.
Em 06 de maio de 1851, pela lei provincial nº 280, a Vila é definitivamente desmembrada de Flores e é estabelecido o município de Vila Bela, tendo sido instalado e recém-criado município a 9 de setembro de 185, sendo nomeado seu intendente o Coronel Manoel Pereira da Silva ( Comandante Superior ), mas é somente em 1892 que a cidade elege seu primeiro prefeito, Andrelino Pereira da Silva (Barão do Pajeú).
Em 1938, mais precisamente a 9 de dezembro, através do decreto nº 235, do Governador Agamenom Magalhães, o município de Vila Bela, retorna as suas origens e passa a denominar-se Serra Talhada.
Hoje, fazem parte do território municipal 08 distritos, os quais são:
1. Serra Talhada (sede);
2. Bernardo Vieira;
3. Caiçarinha da Penha;
4. Luanda (Água Branca);
5. Tauapiranga;
6. Santa Rita;
7. Varzinha;
8. Logradouro;
Serra Talhada hoje destaca-se como quarto pólo médico do estado, maior pólo educacional, e maior pólo comercial e de serviços do sertão do Pajeú, sendo assim o maior pólo de denvolvimento de toda esta região.
Conhecida como “Capital do Xaxado”, a cidade possui vários grupos de Dança onde se ensina o xaxado, que era o ritmo de dança efetuada na época do cangaço, no qual se destacou Virgulino Ferreira, vulgo Lampião, filho de Serra Talhada.
Além do “rei” do cangaço, Serra Talhada é também berço de figuras de destaque na história de Pernambuco e do País, nome como Agamenom Magalhães, deputado, interventor e governador de Pernambuco, além de ter sido um dos principais ministro do Governo Vargas, quando ocupou as pastas da Justiça e do Trabalho, tendo sido um dos criadores da CLT.
Ainda destacam-se vultos como: Solidônio Leite, um dos maiores juristas de sua época, Moacir Santos, músico de renome internacional, Arnoud Rodrigues, humorista e muitos outros.
Gentílico: serratalhadense
Datas comemorativas: 06/05 (Emancipação Política) e 08/09 (Padroeira do município, Nossa Senhora da Penha)
Prefeitos do Município:
LISTA DE NOMES DOS PREFEITOS DE SERRA TALHADA
• Andrelino Pereira da Silva ( Barão do Pajeú ) - 1892 a 1895
• Manoel Pereira da Silva Jacobina - 1895 a 1898
• Antonio Andrelino da Silva - 1898 a 1901
• Francisco Vieira Lima – 1901 a 1904
• José Pereira da Silva e Sá – 1904 a 1907
• Monsenhor Afonso Pequeno – 1907 a 1908
• José Alves da Silveira Lima – 1908 a 1910
• Adolfo Corte – 1910
• Manoel Emiliano de M. Barros – 1912
• Andrelino Barbosa Nogueira – 1912 a 1913
• Manoel Emiliano de M. Barros – 1913
• Adolfo Corte – 1913 a 1916
• Mário Alves Pereira de Lyra – 1916 a 1920
• Francisco Alves da Fonseca Barros – 1920 a 1925
• João Alves de Barros – 1925 a 1928
• Francisco Alves de Carvalho Barros – 1928 a 1930
• Antonio Romão de Farias – 1930
• Metódio Godoy Lima – 1930
• Manoel Joaquim Policarpo Lima – 1930 a 1936
• Antonio Romão de farias – 1936 a 1939
• José Aureliano de Acioli – 1939 a 1940
• José Bené de Carvalho – 1940 a 1944
• Waldemar Soares de Menezes – 1944 a 1945
• Dr. Aníbal Wanderley Cavalcanti – 1945
• José de Alencar de carvalho Pires – 1945
• Luiz Conrado de Lorena e Sá – 1945 a 1946
• Cornélio Soares de Lima – 1946 a 1951
• Moacyr Godoy Diniz – 1951 a 1955
• Luiz Conrado de Lorena e Sá – 1955 a 1958
• Antonio Andrada Policarpo – 1959
• Hildo Pereira de Menezes – 1959 a 1964
• Luiz Conrado de Lorena e Sá – 1964 a 1969
• Nildo Pereira de Menezes – 1969 a 1973
• Sebastião Andrada Oliveira – 1973 a 1977
• Hildo Pereira de Menezes – 1977 a 1983
• Sebastião Andrada Oliveira – 1983 a 1987
• José Ferdinando Feitosa – 1988 a 1992
• Augusto César E. de Carvalho – 1993 a 1996
• Sebastião Andrada Oliveira – 1997 a 2000
• Genivaldo Pereira Leite – 2001 a 2004
• Carlos Evandro Pereira de Menezes – 2005 a 2008
• Carlos Evandro Pereira de Menezes – 2008 a 2012
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